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Política Pública de Radiodifusão Comunitária no Brasil – Exclusão como Estratégia de Contra-reforma

Trabalho dissertativo apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Mestre em Comunicação, Faculdade de Comunicação, Universidade de Brasília. Orientador: Prof. Dr. Murilo César Ramos - abril de 2005


Resumo
“Política Pública de Radiodifusão Comunitária no Brasil – Exclusão como Estratégia de Contra-reforma” traz uma análise da política de radiodifusão comunitária no Brasil, oficialmente implementada com a publicação da Lei 9.612/98. Apresenta um trabalho empírico a partir do estudo de 14.006 processos de outorga de radiodifusão comunitária que ingressaram no Ministério das Comunicações entre agosto de 1998 e maio de 2004. O objetivo primordial dessa análise é demonstrar o quão restritiva é a política de radiodifusão comunitária hoje vigente no Brasil, que termina por ser não um fator de inclusão, mas de exclusão radiofônica. A dissertação é baseada em duas linhas teóricas primordiais:
a) as comunicações como um Direito Social. Nesse contexto, a radiodifusão comunitária é apresentada como um veículo primordial para o pleno exercício desse direito;
b) a atual economia política das comunicações é excludente e, por isso, as forças políticas hegemônicas tendem à negar o Direito Social às comunicações, relegando à sociedade o papel de mero espectador, quando ela tem, na verdade, o direito de ser ela mesma um agente comunicacional.
Partindo dessas premissas teóricas e da base empírica acumulada, a dissertação comprova que a política de radiodifusão comunitária atualmente em vigor nada mais é do que uma resposta das forças hegemônicas à reforma que vinha sendo implementada desde a década de 70 pelas “rádios comunitárias não outorgadas”, ou seja, aquelas que funcionavam de maneira clandestina. Desse modo, a política pública implementada pela Lei 9.612/98 atua como um agente contra reformista, que leva à restrição do acesso às outorgas de radiodifusão comunitária.

Palavras-chave
radiodifusão comunitária, políticas públicas, Comunicação, rádio


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Os impactos da transparência governamental na efetividade dos gastos públicos e na consolidação da democracia

Artigo apresentado no XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Curitiba, PR – 4 a 7 de setembro de 2009


Resumo
O trabalho analisa os impactos da promoção da transparência governamental na administração pública, sob os pontos de vista político e econômico. Aborda questões como a relação entre informação e interesse público e a importância da transparência para a promoção da accountability. Apresenta evidências econômicas da importância do acesso à informação pública para a melhoria das alocações de verbas públicas, não apenas sob o ponto de vista da prevenção e do combate à corrupção, mas também da melhoria na qualidade dos mecanismos de avaliação das políticas públicas. Também avalia o panorama legal e institucional brasileiro referente ao acesso à informação pública. Conclui que a promoção da transparência governamental é condição necessária à modernização dos mecanismos de gestão governamental, à promoção de melhoria na qualidade dos gastos públicos e à consolidação da democracia.

Palavras-chave
transparência governamenal; acesso à informação pública; legislação; democracia; cidadania



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Água, o ouro do século XXI

Aquecimento global, mudanças em regimes de chuvas, poluição, assoreamento de rios, desertificação... Todos esses fenômenos estão cada vez mais presentes em nossas vidas, e fazem da água um artigo mais e mais valioso. Uma lástima para muitos, mas uma oportunidade de negócios para os mais antenados, que criam todos os dias novos produtos para reutilizar a água. Um exemplo simples e eficiente são os "rain barrels" - literalmente "barris de água" -, que armazenam as águas das chuvas para utilização em irrigação de quintais.

Os "rain barrels" ou "rain water barrels" não são exatamente uma novidade, há de se admitir. Mas há uma grande diferença entre os "rain barrels" atuais e os velhos barris de coleta de água: os rain barrels contemporâneos se parecem com qualquer coisa, menos com um barril. Há até sites especializados nos mais diversos tipos de "rain barrels", como o SimplyRainBarrels.com. Lá, é possível encontrar literalmente centenas de equipamentos e acessórios para jardim, todos desenhados com o mesmo objetivo: captar águas das chuvas e reutilizá-la na irrigação de jardins.

Uma das grandes desvantagens dos sistemas de coleta e armazenamento de águas da chuva é o seu visual, capaz de destroçar qualquer projeto de paisagismo... bem, era. Pensando nisso, designers foram contratados por fabricantes do setor para camuflar os "rain barrels", tornado-os mais elegantes e adaptáveis. O resultado foi toda uma gama de novos produtos, com design agradável e de fácil integração ao visual de qualquer jardim, que podem ser encontrados no SimplyRainBarrels.com.

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Caixas de correio 2.0

O mais antigo documento postal conhecido é um papiro encontrado em Hibeh (no atual Egito), datado de 255 a.C., que conta justamente como funcionava o serviço egípcio de mensageiros. Todas as grandes civilizações da antiguidade, como Grécia, Roma, China e o próprio Egito, contavam com serviços organizados de correios. Durante toda a Idade Média, os serviços de mensageiros se ampliaram e se organizaram cada vez mais. Até que na Idade Moderna se formaram os "correios" como hoje conhecemos.

Com a Internet, chegou-se até mesmo a falar no fim dos correios. Mas o que ocorreu foi exatamente o oposto. O fluxo de cartas, campeão em volume, mas pouco rentável, de fato caiu consideravelmente na maioria dos países. Já o fluxo de encomendas, principalmente internacionais, subiu bastante, graças em grande parte à própria Internet e à ampliação exponencial do comercio eletrônico que ela trouxe. E o tráfego de encomendas é justamente o filão mais rentável de um serviço de correios.

Essa sinergia entre Web e correio tradicional é muito bem demonstrada em um comércio interessante: a venda de caixas de correio pela Internet. Nos EUA, existem portais como o http://www.mailboxixchange.com, especializado na venda dessas caixas, conhecidas por lá como mailboxes. O acervo da mail boxes é gigantesco: são mais de 2,5 mil modelos diferentes de mailboxes, que vão desde as tradicionais até as mais exóticas, e estão divididas em wall mount mailbox (caixas de correio comerciais) e mail boxes convencionais (como a que ilustra esse post).

Uma das muitas provas de que a Internet não veio para acabar com o correio: pelo contrário, deverá ajudá-lo a crescer por muitos outros séculos.

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I Like Ike

Oficialmente, o que hoje conhecemos como marketing político moderno teve início em 1952. Nesse ano, o general Dwight Eisenhower contratou a agência publicitária BBDO para auxiliá-lo na campanha presidencial americana daquele ano. A principal função da BBDO era adaptar a linguagem de Eisenhower ao rádio e à televisão – afinal, a mídia eletrônica ganhava uma importância cada vez maior no jogo democrático.

Os marqueteiros de Eisenhower entendiam que era necessário criar um novo perfil para o candidato – não o de alguém que apenas colhia as glórias de um passado vitorioso no comando do exército americano na II Guerra Mundial; mas o de um presidente que plantaria as glórias do futuro americano. Esse trabalho se deu, primordialmente, por meio da mídia eletrônica. A estratégia deu certo, Eisenhower foi eleito e depois reeleito, em 1956.



A mudança da imagem começou pelo nome. Como Dwight e Eisenhower não são exatamente palavras fáceis de se pronunciar, os marketeiros recorreram a um apelido de infância, curto e simples: Ike. Assim surgiu o candidato, e com ele diversos materiais publicitários que entraram para a história do marketing político. Um deles foi esse comercial que postamos no Museu da Propaganda - "I Like Ike" (Eu gosto do Ike), uma animação transmitida pela televisão aberta para todos os Estados Unidos. A produção é de Roy Disney, e a trilha sonora de ninguém menos que Irving Berlin.


O que diz o texto publicitário:

(em inglês)
"Ike for President. Ike for President. Ike for President.
You like Ike, I like Ike, everybody likes Ike for President.
Bring out the banners, beat the drums, we'll take Ike to Washington.
We don't want John or Dean or Harry. Let's do that big job right.
Let's get in step with the guy that's hep. Get in step with Ike.

You like Ike, I like Ike, everybody likes Ike for president.

Bring out the banners, beat the drums, we'll take Ike to Washington.
We've got to get where we are going, travel day and night.
Let Adlai go the other way. We'll all go with Ike.

You like Ike, I like Ike, everybody likes Ike for President.

Bring out the banners, beat the drums, we'll take Ike to Washington.
We'll take Ike to Washington!

Announcer: Now is the time for all good Americans

to come to the aid of their country".

(em português)
"Ike presidente, Ike presidente, Ike presidente
Você gosta do Ike, eu gosto do Ike, todo mundo gosta do Ike presidente
Tragam os cartazes, rufem os tambores, nós vamos levar o Ike para Washington
Nós não queremos John ou Dean ou Harry. Vamos fazer esse grande trabalho direito.
Vamos seguir os passos do cara que é o máximo. Siga os passos do Ike

Você gosta do Ike, eu gosto do Ike, todo mundo gosta do Ike presidente
Tragam os cartazes, rufem os tambores, nós vamos levar o Ike para Washington
Nós temos de chegar ao nosso destino, viajar noite e dia
Deixem Adlai seguir outro caminho. Nós todos vamos com o Ike

Você gosta do Ike, eu gosto do Ike, todo mundo gosta do Ike presidente
Tragam os cartazes, rufem os tambores, nós vamos levar o Ike para Washington
Nós vamos levar o Ike para Washington

Locutor. Agora é a hora para que todos os bons americanos se unam para ajudar seu país."


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A loucura de Brasília: o antimudancismo nas páginas do jornal Tribuna da Imprensa (1956-1960)

Artigo apresentado no 7 Encontro Nacional de História da Mídia – Fortaleza, CE – 19 a 21 de agosto de 2009.

Resumo
Neste artigo, denominamos “antimudancismo” o movimento político contrário à transferência da capital do Rio de Janeiro para Brasília. O antimudancismo, que esteve em evidência na segunda metade dos anos 50 e no início dos anos 60, contou com o apoio de alguns dos principais jornais brasileiros da época – com destaque para as publicações do Rio e de São Paulo. Foi principalmente por meio da imprensa que os antimudancistas divulgaram suas ideias e influenciaram significativamente a opinião pública. Neste estudo, analisamos os editoriais e colunas de opinião do jornal carioca Tribuna da Imprensa sobre a construção de Brasília publicados no período de 1956 a 1960. A Tribuna da Imprensa, fundada por Carlos Lacerda, foi o mais ferrenho crítico da transferência da capital para o Planalto Central – artigos, matérias, charges e editoriais eram publicados quase que diariamente, e não poupavam críticas à construção de Brasília. O estudo confirma, com base no material analisado, que o antimudancismo da Tribuna da Imprensa foi, muito além de um simples movimento político contrário à mudança da capital, uma bandeira de oposição a JK, habilmente utilizada por Carlos Lacerda na tentativa de desestabilizar o governo.

Palavras-chave
história do jornalismo, história da imprensa, Brasília, Tribuna da Imprensa, antimudancismo, mídia e política


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Apresentação do produto também é alma do negócio

Poucos são os publicitários que dão importância ao modo como os produtos que anunciam serão oferecidos aos consumidores. Normalmente, os planos de mídia incluem todo tipo de divulgação, mas pecam em uma parte essencial: a apresentação do produto no local de venda. Exatamente para se aproveitarem dessa falha, algumas empresas têm se especializado em displays que buscam destacar determinadas marcas em meio aos seus concorrentes nas prateleiras de lojas e supermercados. É o caso da http://www.gilbertdisplays.com, empresa que é especialista em trade show exhibits - ou, em "quase português", stands de vendas.

As soluções em trade show exhibit vão desde o engenhoso table top display, aparato que une cenários, iluminações especiais e sons para destacar produtos em pontos de vendas, até as simples mas eficientes table covers. Sim, exatamente, prosaicas toalhas de mesa podem fazer toda a diferença na valorização de produtos nos pontos de varejo, além de servirem como uma excelente mídia alternativa.


Segundo a http://www.gilbertdisplays.com, qualquer coisa pode ser uma mídia. Basta usar a criatividade, um pouco de tecnologia e pronto. Trade show exhibits dos mais variados e inusitados estarão feitos, e prontos para divulgar marcas e conquistar clientes.


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